sexta-feira, 3 de março de 2017

MARINGÁ: Marido joga gasolina e ameaça atear fogo na esposa, filha e cunhado


A violência contra a mulher parece ser um mal sem cura. As histórias se repetem e muitos casos acabam em morte. Outras vítimas passam a vida se submetendo a agressões físicas, morais e verbais. Algumas permanecem com o agressor por medo, mas tem quem suporte tudo por não acreditar ser capaz de cuidar dos filhos e se manter sozinha.

Muitas vítimas vivem em uma rotina de separa, volta, denuncia, retira o registro da ocorrência, não dá seguimento, paga a fiança e volta a ser agredida.
Na noite de quarta-feira (1), em Maringá, uma mulher de 29 anos foi mais uma vez vítima do marido. Por sorte ela conseguiu pedir ajuda aos vizinhos que chamaram a polícia, pois o resultado poderia ter sido muito grave. Ela contou que é casada há 10 anos e quem já perdeu as contas de quantos boletins de ocorrência por agressão e ameaça já fez contra o marido. Da última vez, ela havia conseguido uma medida protetiva, mas, acabou voltando atrás e reatou o casamento e por pouco não acabou queimada. “Ele é uma pessoa boa, quando não bebe não tenho do que reclamar, mas se beber ele fica muito violento”, relata.
Ela estava em casa com a filha e o irmão que acabara de chegar da igreja. O marido estava na casa do vizinho, e bebeu. Chegou em casa e a discussão começou e, então ele tacou gasolina nela, na filha e no irmão e ameaçou atear fogo. “Eu corri, consegui pedir socorro aos vizinhos e eles chamaram a polícia”.
Quando os policiais chegaram, encontraram o acusado muito agressivo. Ele reagiu à prisão e foi preciso que a equipe pedisse apoio de mais policiais.
A mulher contou que se arrepende de ter mais uma vez acreditado no marido. “Espero que ele fique preso. Eu tenho medo de voltar para casa e ele me matar”.
Ela disse ainda que desta vez o susto foi muito grande. “Eu vi a morte de perto. Minha filha e meu irmão poderiam também ter morrido”, relata. “Só tenho a dizer para às mulheres que não façam como eu, não voltem atrás, porque eles não vão mudar”.
Colaboração: Rogério Morais/Rede Massa

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