segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Gaeco investiga empresas que vendiam oxigênio fraudado a hospitais

Sete pessoas foram presas no Paraná, na manhã desta segunda-feira (30), em uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além das prisões, as autoridades cumpriram 56 mandados de busca e apreensão, em locais como empresas, hospitais e prefeituras. As investigações abrangem 35 municípios que integram a base do núcleo regional de Maringá, comandado pelo promotor Laércio Januário de Almeida.  Batizada de ”Operação Cilindros”, a ação tem por objetivo localizar cilindros de oxigênio medicinal - utilizado em instituições de saúde e unidades de terapia intensiva - adulterados, com conteúdo fraudado, apreensões de documentos e cópias de licitações para compra do produto. Cerca de 120 policiais civis e militares, 10 delegados e 20 promotores participam da operação. Somente na região de Maringá, 10 empresas estão sendo alvo da operação. O Gaeco investiga as fraudes desde maio deste ano. Neste período, teriam sido constatadas várias ações criminosas praticadas pelas distribuidoras, incluindo fraude na composição do produto, transvaze - quando o produto é transferido para outros cilindros em quantidade menor - a utilização de cilindros adulterados - de uso industrial (originalmente da cor preta) que são repintados para cor verde (para uso hospitalar) - e adulteração de lacres de inspeção e data de validade. O Gaeco encontrou ainda indícios de corrupção de agentes públicos e fraudes em licitações para compra dos cilindros adulterados. Em Cianorte, por exemplo, foi verificado que aquisições do produto realizadas pela prefeitura municipal tiveram custo de quase 100% a mais do que o preço pago em 2014. A operação está embasada em várias provas apresentadas preliminarmente à Justiça, inclusive perícias já realizadas, provas testemunhais e documentais. Três bases foram montadas para centralizar o trabalho policial, nas cidades de Maringá, Campo Mourão e Cianorte. Nestas cidades estão sediadas as empresas que são os principais alvos. (Informações: Carlos Ohara/Gazeta do Povo/Maringá Manchete)

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